Sexta-feira, 30 de Julho de 2010

HOJE...ONTEM...AMANHÃ...

 

Um dia atrás do outro, sempre o mesmo, é aqui que me encontro comigo e com os outros...uma vidinha monótona rotineira igual a tantas outras...a minha a tua a do outro e de mais outro qualquer, escrevo sem nexo sem nada predefinido, apenas ne apeteceu escrever, acaba por ser uma espécie de desabafo um soltar de lingua virtual, aqui onde quase ninguem me conhece, onde muito poucos ou mesmo nenhuns irão ler estas palavritas muito mal amanhadas, eu sei, tenho consciência disso, posso dizer as baboseiras e tolices que me povoam a mente, a tristeza por momentos que vivi e deixei passar, mas vivi isso é que importa...as saudades que sinto de lugares, dos cheiros da minha infância, de pessoas que cruzaram o meu caminho, umas que se quederam a meu lado mais tempo outras de passagem tão fugaz, lamento não me ter detido mais tempo a seu lado. não ter arriscado mais...alegro-me com tantas outras coisas a familia principalmente que vai crescendo, os amigos...poucos é verdade eu que já me considerei a pessoa mais afortunada do mundo tive "montes" de amigos, afinal eram apenas conhecidos ou nem isso, foram-se quando mais precisei, mas cada um tem a sua própria vidinha, ninguém tem tempo a perder, a roda da vida rola demasiado depressa, para nos determos com os problemas dos outros, problemas ou simplesmente angústias, cada um resolve os seus da maneira que melhor pode e afinal o tempo tão precioso não se detem nunca não pára...

 

e um dia paramos a olhar o infinito como fiz hoje, sentada numa rocha a beira mar, onde as ondas teimavam em me acordar de tempos a tempos, pensei, relembrei, revivi sentimentos, loucuras, momentos maravilhosos outros nem tanto, vi passar imagens de vivências passadas, desejei saber de pessoas que não vejo há imenso tempo de quem nada sei, sinto-me impotente perante tudo, só consigo deixar que os dias se sigam uns atrás dos outros não posso fazer mais nada...de ti que vieste me prometeste o paraiso e um dia desapareceste sem nada dizer, que situação mais estranha acredita não consigo entender o que nos aconteceu, quando nos conhecemos acreditei em tudo que tudo era verdade, o sonho que sonhei, quero continuar a creditar só preciso de saber alguma coisa, que me tire desta espécie de angústia que sinto...há pouco depois de muito tempo disseste apenas boa noite amor...e depois o silêncio, de novo este angustiante silêncio...quero continuar a acreditar quando todos me dizem que és uma mentira, mas o meu coração não se pode ter enganado assim e um dia ainda me vais dizer o porquê do silêncio da ausência...eu contento-me com tão pouco tu sabes...

 

Que ridicula pensarão...mais uma tola de meia idade perdida na vida e no tempo...pois sim serei isso mesmo...uma mulher de meia idade perdida em pensamentos meio desorganizados, mas acima de tudo MULHER igual a tantas outras.

 

Afinal este cantinho é mesmo de Devaneiosmeus...

 

Sinto-me a vaguear ao sabor das ondas com o sol a bater no rosto num vazio imenso...mas ao mesmo tempo sinto-me muito bem afinal o mar entende-me perfeitamente, doideiras minhas, a eterna sonhadora...

 

Ana



publicado por devaneiosmeus às 23:01
Sexta-feira, 28 de Maio de 2010

Decide aproveitar a vida com mais intensidade...
O mundo é louco, definitivamente louco...
O que é bom, engorda.  O que é lindo, custa caro. 
O sol que ilumina o teu rosto, enruga.
E o que é realmente bom nesta vida, despenteia...

- Fazer amor - despenteia.
- Nadar - despenteia.
- Pular - despenteia.
- Tirar a roupa - despenteia.
- Brincar - despenteia.
- Dançar - despenteia.
- Dormir - despenteia.
- Beijar com ardor - despenteia.

 

É a lei da vida: Vai estar sempre mais despenteada a mulher que decide andar na montanha russa, que aquela que decide não subir.

Por isso, a minha recomendação a todas as mulheres:
Entrega-te, come coisas gostosas, beija, abraça,
dança, apaixona-te, relaxa, viaja, salta,
dorme tarde, acorda cedo, corre, voa, canta, arranja-te para ficares linda, arranja-te para ficares confortável,
admira a paisagem, aproveita, e acima de tudo:

Deixa a vida despentear-te!!!!

 

O pior que pode acontecer é que precises de te pentear de novo...

 

Uma amiga mandou-me hoje este texto que achei simples mas muito verdadeiro e decidi partilhar aqui.

 

Beijinhos para todos

 

Ana



publicado por devaneiosmeus às 11:43
Segunda-feira, 19 de Abril de 2010

Esta coisa de escrever a que há uns tempo atrás me propus fazer, não é um processo simples ou fácil, será para alguns que têm o dom das palavras, parece que flúem seja na ponta da língua, na ponta de um lápis ou mais recentemente na ponta dos dedos uma vez que com as novas tecnologias as velhinhas sebentas e os respectivos lápis estão cada vez mais em desuso, para mim este processo envolve estados de espírito e temporais, admito que não serei única outros sentirão como eu…as palavras não flúem e por muito que as ideias aqui estejam parece que a querer saltar para papel ou teclado, como queiram, depois na pratica é mais complicado que isso…simplesmente umas perdem sentido outras oportunidade e acabo ou acabamos por deixar passar o momento o tempo certo para o fazer.

 

È verdade que neste espaço temporal que medeia estas minhas lides da escrita o tempo não parou e tantas situações se passaram que teriam dado para escrever qualquer coisa, guardei-as neste imenso baú que são as nossas memórias, este espaço infinito que constitui a nossa história de vida, momentos, pensamentos, sentimentos uns unicamente nossos, outros partilhados, mas que cada um guardará e entenderá conforme a sua personalidade, o que para mim é um acontecimento a recordar e reter para sempre, para outros será uma coisa banal e vice-versa.

 

Hoje apeteceu-me escrever, apetecia-me muito mais gritar o que sinto o que calo, o que me rói por dentro, que me tem feito sentir esta imensa angústia, este querer sem querer, esta indefinição, este emaranhado de pensamentos sentimentos que não “posso” partilhar, porque me chamariam louca ou ingrata, isto pode ser também uma daquelas crises de meia-idade, cheguei aquela idade que nos faz pensar que já passamos para a outra metade e eu penso mesmo isso, já tenho pouco tempo e tanta coisa para fazer, não estou bem não me sinto bem comigo e sinto que de algum modo influencio quem me rodeia com esta estranha forma negativa que se apoderou de mim, sem eu querer, não vislumbro uma luzinha, um caminho para sair disto, preciso de algo que me indique o caminho, mas tenho consciência que tenho de o encontrar dentro de mim, só eu posso encontrar a solução para esta encruzilhada em que me encontro.

 

Se por acaso alguém ler isto pensará concerteza;“esta mulher é doida de todo, está confusa sabe a solução e vem para aqui escrever estas tretas” mas sinceramente o facto de estar a escrever ajuda-me, é como fazer um exorcismo destes “fantasmas” que me acompanham, que povoam os meus dias e principalmente as minhas noites de insónias.

 

Sei também que ao escrever isto e o publicar me dá a ilusão que alguém irá ler e me compreenderá, sei também que quem eu queria que visse este desabafo, não o vai ver, porque não anda aqui neste mundo virtual e se andar será noutras esferas “mais elevadas”.

 

No fim o escrever estas palavras é o tomar mais consciência ainda, do que antes já sabia, sou uma gotinha de água neste grande oceano que somos todos nós, mas uma muito muito pequenina, é assim que me sinto hoje, como ontem e provavelmente amanhã…um dia atrás do outro…um dia de cada vez…alguém me ouve? Alguém escuta este meu lamento? Alguém me esclarece como se faz para sobreviver a este mundo de injustiças, mentiras…e tantas outras situações que magoam e machucam todos os dias…a todos nós, cada um terá a sua história…

Ana



publicado por devaneiosmeus às 15:19
Sexta-feira, 01 de Junho de 2007

"Há dias em que não me apetece falar. Não me apetece ouvir os sons que saem da minha boca. Nestes dias vou apenas falando sem falar..."

Estou Cansado (Álvaro de Campos)

 

Estou cansado, é claro,
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado, não sei:
De nada me serviria sabê-lo,
Pois o cansaço fica na mesma.
A ferida dói como dói
E não em função da causa que a produziu.
Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto —
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma transparência lúcida
Do entendimento retrospectivo...
E a luxúria única de não ter já esperanças?
Sou inteligente; eis tudo.
Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto,
E há um certo prazer até no cansaço que isto nos dá,
Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa.

 

Beijinhos e bom fim de semana

Ana

 

 



publicado por devaneiosmeus às 14:12
Quarta-feira, 16 de Maio de 2007

Mãos vazias,

Olhar perdido,

Braços caídos,

Coração angustiado…

 

Já todos um dia nos sentimos assim…

 

Querer estar onde não estou,

Ir sem saber para onde,

Ficar por ser inevitável,

Querer saber de alguém,

E não ter coragem de perguntar,

Querer fazer,

E ficar imóvel,

Ter vontade de gritar,

E ficar em silêncio,

Sentir os olhos quentes de lágrimas,

Engolir em seco, para não chorar…

Querer estar bem

E não conseguir…

Já todos um dia nos sentimos assim…

 

Amanhã o sol brilhará…

 

Bjinhos

Ana



publicado por devaneiosmeus às 15:40
Quinta-feira, 19 de Abril de 2007

Ser mãe é sem dúvida dos momentos mais marcantes e bonitos na vida de qualquer mulher…

 

Rita foi mãe aos 23 anos, o nascimento da Margarida foi um momento único e maravilhoso, quem já passou por esta experiência entenderá o que sentiu, quando aos fim de muitas horas de trabalho de parto, lhe depositaram nos braços aquele ser pequenino, muito engelhado com imensas marcas resultantes das horas que decorreram entre o inicio das contracções e o nascimento, para Rita era o bebé mais bonito do mundo, o seu menino Jesus, Margarida nasceu na noite de Natal, pouco depois da meia noite.

Margarida foi crescendo, relativamente saudável, aparte aquelas pequenas viroses próprias de todas as crianças, Rita procurou dar à filha todo o amor e atenção que nunca teve da sua mãe, Rita ainda hoje não se lembra de um único beijo da mãe, de um carinho de uma palavra de incentivo ou apreço em qualquer situação da sua vida, aliás costuma dizer na brincadeira, para esconder dos outros a profunda magoa que isso lhe provoca, que teem uma incompatibilidade congénita.

Rita acompanhou a infância a entrada na escola o prosseguimento de estudos, tentando estar sempre presente, mas permitindo à filha o seu espaço próprio fundamental ao seu desenvolvimento e crescimento como ser humano. Como foi sempre uma mãe presente, Margarida considera Rita como uma amiga, uma irmã mais velha, com quem partilha o seu dia a dia.

Margarida cresceu tornou-se mulher, desinibida, simpática, com um grande grupo de amigos, muitos dos quais cresceram juntos com ela e que consideram Rita uma amiga também uma vez que se habituaram ao convívio quase diário. Rita tentou dar à filha toda a liberdade, com alguns limites claro, que nunca teve, sempre a deixou sair com amigos, participar em todas as actividades em que ela pretendia participar, acompanhando umas vezes mais perto outras de longe para deixar o tal espaço que todos precisam de ter para crescer.

Margarida começou a namorar, um rapaz do circulo de amigos embora mais velho, tudo corria bem, Rita sempre conversou com a filha sobre tudo, tendo-a acompanhado na altura que achou própria a uma consulta com uma médica para um acompanhamento profissional na sua educação sexual, quando um dia Margarida chega a casa com o namorado e com algum receio e creio que alguma vergonha, diz a Rita que está grávida, embora o seu coração de mãe já tivesse adivinhado o que a filha lhe ia dizer, pela sua maneira de falar, foi com algum choque que recebeu a noticia, afinal Margarida só tinha 19 anos, mas passado o primeiro impacto o apoio de Rita foi de novo incondicional, foi com alegria que procurou ajudar e estar presente nesta nova etapa da vida da filha e na sua própria vida afinal Rita ia ser avó.

Foi com muito carinho que se preparou o nascimento deste novo ser pequenino que vinha a caminho, que se compraram roupinhas, os biberões as fraldas todo o enxoval bem como a decoração do quarto e num dia de Maio nasceu uma menina pequenina linda o ai Jesus dos pais avós e de todos os que gostam de Margarida, o pequenino ser é um motivo de alegria para todos.

O tempo vai passando já lá vão quase três anos, a vida continua, Margarida concretizou um dos seus sonhos que era trabalhar na sua área de formação, ligada a crianças. O facto de ter sido mãe muito nova e de ter de assumir responsabilidades de uma casa, uma filha e agora um novo emprego, tiraram-lhe é claro muitas das liberdades que tinha anteriormente, teve de trocar muitas das actividades anteriores por outras mais calmas de modo a acompanhar a filha, as saídas a noite, passaram a ser menos frequentes, embora sempre que seja necessário Rita fique com a pequenina para libertar um pouco os pais, para que possam continuar a fortalecer a relação e continuem a ter alguma vida social.

Mas ultimamente Rita sente que a sua menina a sua Margarida não anda muito bem, anda arisca, agressiva até algumas vezes, sempre a correr de um lado para o outro, anda distante sempre a procurar não ficar a sós com ela como que a fugir de uma conversa mais séria, Rita sente neste momento alguma dificuldade em lidar com a sua menina, sente que algo não está bem sem saber exactamente o que a preocupa.

Rita está neste momento angustiada como mãe, o seu coração sente que algo não está bem, sabe que Margarida precisa da sua ajuda, mas não está a conseguir comunicar, não quer pressionar mas sabe que tem de fazer alguma coisa para ajudar a sua menina a ser de novo a jovem alegre que sempre foi.

Os filhos são realmente uma, senão a maior alegria e bênção na vida de uma mulher, mas é bem verdade o antigo ditado de “filhos criados trabalhos dobrados”, enquanto são pequeninos e os levamos debaixo da nossa asa, é tudo tão simples, conforme o tempo vai passando eles vão crescendo criando as suas próprias asas, aprendendo a voar sozinhos tudo se complica, fica mais difícil o acompanhar o aconselhar.

A Rita confidenciou-me estas preocupações por estes dias, espero sinceramente que ela consiga comunicar com Margarida e consigam as duas voltar a sorrir, como sempre fizeram. Rita tem consciência que ajudou o melhor que soube, ou da forma que achou melhor, Margarida a ganhar as suas próprias asas e que agora ela tem de voar muitas vezes sozinha para construir o seu próprio caminho, mas o seu coração de mãe está angustiado.

 

Ser mãe é uma aprendizagem diária, constante, é um exercício complicado mas aliciante, é um caminhar a par dos nossos filhos, atentas para poder ajudar e apoiar na altura certa, vendo que cometem erros muitas vezes mas eles fazem parte do crescimento também, não se podem tirar todas as pedras do seu caminho…sei que se Rita pudesse tiraria todas as pedras e dificuldades do caminho de Margarida, mas não pode…

 

Beijinhos

Ana



publicado por devaneiosmeus às 16:51
Sexta-feira, 13 de Abril de 2007

Esta minha querida Madalena, mete-me em cada uma, mas ela lançou o desafio vou então tentar dizer algo de mim…

 

7 Coisas que faço bem:

 

1-     Respeitar o espaço dos outros, ás vezes acontece não conseguir, mas tento sempre

2-     Observar, tenho uma espécie de sentido que normalmente não me engana

3-     Organizada nas minhas tarefas diárias

4-     Arroz doce ( os meus meninos grandes, dizem que não há igual )

5-     Trabalhos manuais, gosto muito e até saem umas coisinhas engraçadas

6-     Amiga, procuro estar presente em todos os momentos os bons e os menos bons

7-     Chorar, sou uma lamechas do pior e então ando sempre de lágrima no olho (rsrsrs )

 

7 Coisas que não faço ou não sei fazer:

 

1-     Andar de bicicleta

2-     Cantar, fujam todos quando eu começar a cantar, é horrível

3-     Fingir, quando não me sinto bem com alguma coisa, não consigo esconder

4-     Faltar ao respeito a alguém, dificilmente acontecerá

5-     Tratar do jardim, bem tento, mas confundo sempre as flores quando estão a rebentar com ervas, tadinhas

6-     Aproximar-me ou tocar em pássaros, tenho uma fobia a tudo que tenha penas e voe na minha direcção

7-     Pregar um prego, normalmente martelo os dedos

 

7 Coisas que me atraem no sexo oposto

      

1-     Inteligência

2-     Sentido de Humor

3-     Ser bom ouvinte

4-     Meiguice

5-     Honestidade

6-     Rabo (não resisto a olhar duas vezes)

7-     Olhos

 

7 Coisas que digo frequentemente

 

1-     Bem, bem vamos ter festa

2-     Respira fundo Ana Maria

3-     Tou nervosenta

4-     Oh mulher tu tem calma

5-     Ai nem me reconheço

6-     Olha as sementinhas ( da boa vontade, da assertividade , afinal tudo o que plantamos acabamos por colher)

7-     Oh pá a parva da c….tá cada vez mais burra, até irrita um santo

 

7 Actrizes/Actores que admiro

 

1-     Richard Gere /  Demi  Moore

2-     George Clooney /  Merryl Streep

3-     Nicolas Cage /  Meg Ryan

4-     Kevin Costner / Eunice Munoz

5-     Sean Connery  / Lídia Franco

6-     Mel Gibson / Rita Blanco

7-     Patrick Swayze / Maria Ruef

 

 

7 Filmes Favoritos

 

1-     A Lista de Schindler

2-     Africa Minha

3-     Danças com Lobos

4-     A Cidade dos Anjos

5-     As Palavras que Nunca te Direi

6-     Brave Heart

7-     O Espírito do Amor

 

7 Próximas Vitimas (Espero que me perdoem, pq embora visite e leia o que escrevem, não costumo comentar)

http://memoriasecretas.blogs.sapo.pt/

 http://www.tram-po-lim.blogspot.com/

http://reflectirasimagensdigitais.blog.com/

http://comeonholdmyhand.blogspot.com/

http://c_cristal1.blogs.sapo.pt/

http://blogs.sapo.pt/userinfo.bml?user=amstist

http://o_canto.blogs.sapo.pt/

 

 

 



publicado por devaneiosmeus às 14:19
Quarta-feira, 11 de Abril de 2007

 

Uns tempos atrás quando numa altura menos boa da minha vida, pensei em criar este espaço, imaginei que seria como um amigo a quem poderia contar as minhas histórias, as pequenas e grandes vitórias, gritar as minhas angústias, contar os meus medos e sonhos, libertar as minhas emoções sem me preocupar em mostrar a minha verdadeira forma de ser e sentir, mas não é fácil, quando se começa a andar por aqui neste universo virtual, encontram-se, lêem-se tantos textos, poemas maravilhosos, que o que eu pensei escrever deixa de fazer sentido.

 

Quando me deparo com determinados textos penso, era exactamente isto que queria dizer, exactamente desta forma que queria transmitir o meu sentir e opinião, mas as palavras não saem, não encontro os termos para me exprimir, os assuntos parecem já estar todos esgotados, dir-me-ão que existem mil maneiras de transmitir algo, mas continuo sem achar o tema ou palavras certas.

 

Para escrever sobre seja o que for tenho de me identificar de algum modo com o que transmito para o “papel”, tentar de algum modo transmitir algo de mim, como não consigo, fico parada, perdida com uma imensa página em branco.

 

Não sou de modo nenhum uma conversadora, considero-me muito mais uma observadora, admiro francamente quem de qualquer assunto consegue estabelecer uma grande conversa, mas também sei que aqui neste espaço se não escrever, é como se estivesse num longo silêncio e a ninguém interessa quem se mantém calado quieto sem opinião, mas sei que antes de agradar aos outros temos de nos sentir bem connosco próprios.

 

Resolvi então colorir com letras esta página em branco…deixar que o colorido das letras alegre esta pagina que se sente meio triste, mesmo que não se saiba expressar muito bem e não encontre para tal um motivo…

 

Todos temos dias assim de páginas em branco, repletos de silêncios…também estes dias são necessários, são tempos de interiorizar sentimentos de recordar vivências…fazer um balanço interior…

 

Estou em silêncio…a colorir a minha página…

 

Bjinhos

Ana



publicado por devaneiosmeus às 14:33
Quarta-feira, 04 de Abril de 2007

É manhã…

Amanheci com o sol

Ainda brilham pingos da chuva

Que caiu com a noite

Brilham nas folhas, nas flores

Parecem dançar ao sabor do vento

Sinto o perfume

Sinto o calor

Fecho os olhos e esqueço

Que chorei, que sofri…

Sinto que estás aqui

Dá-me a mão

Vamos juntos dançar

Sentir o calor do sol

Ao sabor do vento

Com o perfume das flores

 

Dá-me a mão

Vamos juntos

Em direcção ao sol…

 

 



publicado por devaneiosmeus às 17:08
Sexta-feira, 30 de Março de 2007

Rita uma menina, que nasceu e viveu até ao 12 anos numa aldeia da região saloia, teve uma infância nem sempre muito calma, mas isso serão outras histórias, Rita gostava de caminhar, subir a um monte alto na aldeia ouvir as velas dos moinhos, escutar os murmúrios que o vento arrancava ao passar, pareciam contar segredos…o pai tinha de aluguer uma terra onde semeava uma pequena horta, Rita adorava deitar-se no meio das ervas na Primavera, fazer raminhos com as flores silvestres que nasciam ao acaso, para depois oferecer.

 

Um dia por motivos de trabalho os pais mudaram-se para outra aldeia esta um pouco maior, Rita ficou um pouco perdida, aqui não tinha os moinhos, não conhecia os campos, por ser uma menina tímida teve alguma dificuldade em fazer amigos, mas com o tempo e até porque tinha mais uma irmã, esta mais extrovertida, lá se foi integrando, chegou a adolescência, o liceu, tudo continuava por vezes complicado, Rita nunca teve uma relação fácil com a mãe e com o avançar da idade a tomada de consciência de certas situações, as coisas por vezes não eram muito fáceis.

 

Por volta dos 17 anos Rita conheceu o António, tinham amigos comuns, este um rapaz na altura com 25 anos, um sonho, era o que ela sempre sonhara, divertido, extrovertido, inteligente, ele pouco reparava nela, afinal ela era uma rapariguinha meio tímida…

Estavam no verão vieram as festas da aldeia começaram a sair no mesmo grupo de amigos, os bailaricos a noite, as trocas de olhares, os pequenos toques quase sem querer, o primeiro beijo, inesquecível, Rita nunca tinha sentido os lábios de um rapaz, foi algo de sublime que a fez pairar nas nuvens durante o resto do verão, António era o seu namorado, mas, o verão terminou…António tinha tido em tempos uma namorada mais velha e voltou para ela, Rita ficou destroçada, o mundo de sonho em que tinha vivido afinal era mentira, o tempo ajuda a cicatrizar as feridas, que remédio afinal ela só tinha 17 anos, mas António ficou gravado para sempre no seu coração, foi o seu primeiro amor, o seu primeiro beijo…

 

Rita seguiu a sua vida, António a dele, um dia tinha ela 22 anos apareceu a Isabel, amiga comum, que lhe disse;

-Rita o António está de novo sozinho, mas não tem coragem de te procurar sente que não se portou muito bem contigo, podíamos sair todos juntos de novo, ele gosta de ti, podias tentar reatar o vosso namoro.

- Não posso não, Isabel, vou-me casar, agora já não pode ser.

 

Rita casou, teve filhos, António casou-se entretanto também, teve filhos igualmente, foi para longe, estiveram anos sem se verem, entretanto reapareceu, tinha-se separado, parecia que a anterior alegria tinha desaparecido, com o desenrolar do tempo passaram a conviver mais, afinal os amigos são comuns…António voltou a casar e novamente a separar…Rita continua a sua vidinha de casada, sem nunca esquecer …quando os olhos de ambos se encontram, quem está por perto e sabe do que se passou sente que ambos estremecem, que desviam o olhar à pressa…o tempo passa, tudo cura, mas nunca se esquece o primeiro amor…

 

Esta história de Rita e António tem mais de trinta anos…e aconteceu mesmo, acontece todos os dias…

 

Bjinhos

 

Ana

 

 



publicado por devaneiosmeus às 14:53
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